Seguidores

domingo, 6 de maio de 2012

Ciclo.


O meu nome não vai estar em seu porta retratos.
O meu nome não vai estar em seu álbum de figurinhas.
O meu nome não vai estar em seu corpo.

O seu nome não estará na minha agenda.
O seu nome não estará na minha cabeça.
O seu nome não estará na próxima ideia.

Nossos nomes se dis pe r s a  m...

Cada dia,
Cada hora,
Cada história,
Mal contada.
Mal tratada.
Mal criada.

É uma linha de tempos dispersos.
Despertar é desperdício.
Desgostar é um edifício, é-difícil.

Logo então, então logo.
O seu nome se refaz
rescreve, lembro, e já não paro
de pensar, ter planos.

Volta à ser coladinho.

Cada dia,
Cada hora,
Cada história,
Bem contada.
Bem tratada.
Bem criada.

domingo, 11 de março de 2012

Melodia.


Meu corpo coberto
de palavras
deleites

ontem
foi uma noite
muito além de só

os meus olhos perambulam
entram em corpos
formas
tiram roupas

meu corpo
nada faz
fico parado
estático

observo
absorvo

e de um tal
percebimento
sorrio

a esse ponto
os vizinhos
da mesa ao lado
já começam a estranhar

o meu corpo
dança, meus olhos
choram.

e é como
se cada centímetro em mim
vibrasse tal qual notas musicais
hoje
eu sou melodia
por completo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Silencio.


Saudade é o que mata o frio,
Que ocupa o meu tempo não pensado.

Abrir mão dos sorrisos, sinceros calores,
Momentos montados, colados,
Pré-fabricados pelo termo dos moldes de ter,
Vontade inevitável.

Tattoar, perpetuar em “meu” eu,
Dezenas de acertos farsescos,
Só mais uma mascara que esconde quem sou,
E mostra ao mundo o que ele é.

Implica em mim o direito de escolha:
“sou mais um” ou “sou apenas um”?
Apenas um(a) resposta si pode ouvir.

Meu lado de dentro é o mais perturbado,
E nunca consegue falar.

Trancado!

Comunico-me aos gritos, berros e lagrimas,
E só quem pode ouvir é o meu banheiro,
E tudo escorre pelo ralo, na lixeira, no vazo,
Pra o mundo lá fora do meu privado,
Tudo que é o que sou de fato e afeto,
É lixo!

Depois do meu banho seco o meu corpo,
Visto minhas cascas, ensaio um sorriso gostoso,
E abandono de novo o meu mundo,
O Silencio. 

Ar.


Espaço indiscreto metido em formato de nada.
O vicio do corpo que teme perder,
Assim como nós que tendemos ganhar.
Não abre mão do que não se apanha,
Escorre entre os dedos.
Perpetua em silencio, não responde perguntas:
Qual seu cheiro? Qual seu gosto? Qual seu time preferido?
Torna escorrer,
Esconder-se em pulmões,
Oscilante vacila em seus rumos,
Inunda meu corpo, viola os meus virgens poros,
Flexão, fricção.
É a pegada de cada individuo que morre ao deixar outro nascer,
Puro, imundo.
Partículas do Meu/nosso particular desejo
De viver

Querer é um nada.


Quero derreter em suor,
Num samba, num rock,
Numa dança qualquer,
Retorcer os tornozelos.

Quero entregar minhas cartas
A uma cartomante caolha,
Sem mãos, de má fama,
E acreditar.

Quero esquecer que é preciso dormir,
Pra esperar o momento de acordar.

Quero um pedaço do ouvido
Lançado ao mar,
E poder ouvir suas diversas melodias
Cada manhã.

Quero parar de fingir
Que escrevo o que senti,
Se no fim o que sinto
Não passou.

Líbia, EUA, Egito ou Xadrez?

O Rei
Lançou os piões no ar,
Travou e o seu bispo caiu,
Rainha se foi com o cavalo,
Que deu um tropico e sorriu,
Piões que abriram caminho
Agora unidos estão,
As torres do Rei já caíram
Poder acuado esta!