Seguidores

terça-feira, 28 de setembro de 2010

GAG

Medroso e despedaçado.
Anda um menino triste.
É o coração ferido,
De um palhaço.
Outra vez uma paixão...
Chora o sorriso de Maria.
Sentado inicia o dia.
Num ponto qualquer,
A caminho de lugar
Nenhum.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quietude.

É como se viessem,
Enfiassem, cortassem...
Um pedaço de meu, só meu...
Tecido epidérmico,
E eu apenas visse,
Nada sentisse.

É como se cada palavra
Soasse incomodante.
Escorresse aos ouvidos,
Invadido de agonias,
Desconforto.
E eu quisesse matar alguém.

É como se quisessem
Algo além do que vêem.
Ou se tem, ou não!
Não hoje!

É como se nem
Um bom samba
Inundasse esse espírito.
É que poluíram as vias,
E bons ventos
Não fluem mais.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Alguém Paralelo.

Acordou,
Som de ronco
Não de motor
Mas de estomago.

Atrasada estava.
Molhou o corpo,
Pegou um trapo,
Cobriu o corpo,
Saiu!

Acreditou,
Resolveria a vida!

Descia ladeira,
Subia degraus.
Nada encontrava.

Voltaria pra casa,
Sem nem o café
Da próxima manha?

Acordou,
Mais cedo que ontem,
E o ronco acompanhou
O embalo.

Ainda estava atrasada.
Molhou o rosto,
Com a roupa que acordou.
Saiu!

Acreditava,
Hoje dava pé!

E deu,
Pra cima e pra baixo.
Nada de trabalho,
Nada de dinheiro.

Ficaria de novo,
Sem nada pra se alimentar?
E amanha?

Dormiu,
Dormiu, dormiu.

Ela parecia dormir
Quando a encontraram.

sábado, 4 de setembro de 2010

Estar estando.

Não é que seja a melhor escolha
Nem que se tenha que fazer alguma
É só por só estar.
Nada mais que apenas isso.
Estar só é permitir o desequilíbrio
Aceitar o constante risco.
O prazer de pular.
Não sentir os pés em local palpável
Não ter plataforma.
Nem degrau, nem nada.
Apenas não ter, nem ser.
Somente estar estando,
Aos poucos.