Hoje pela manha Pablo correu até a sala, e contou para seu pai o sonho que teve noite passada:
Os anjos existem,
Ontem sonhei que via um em meu quarto
Mentira,
Anjos não existem!
Você não entende,
Eu vi, eu vi sim!
Eu acredito,
Você disse que estava sonhando, é normal.
Não,
Não é!
Entendo,
Vamos ter que te internar...
Por quê?
O que fiz de errado?
Você insiste,
Em dizer verdades.
Como?
Anjos existem?
Eu preferia que não
Mas sim!
Você já viu um?
Onde?
Já,
Aqui na minha frente tem um.
Pablo sorriu para seu pai e disse:
Mentiroso,
Anjos não existem!
E saiu pelo corredor da casa com seu carrinho voador
domingo, 30 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Estar e Ser
Hoje estou um alguém perdido
Por não aceitar o que encontrei
E ter visto que estou errado em ser correto
Que tudo até hoje
Não passava de valores preestabelecidos
Que a fuga era impossível
A não ser pelo caminha doloroso da reclusão
Ser incomum, fugir do “normal” estabelecido.
Assumir uma visão
(Que pra outros resulta em cegueira e anormalidade...).
Loucura.
“Por que as coisas são assim, e assim tem que ser!”.
E somos marcados como gado na fila do abatedouro.
E lançados ao pasto
Chegamos ao mundo assim...
Só é saudável quem chora após as primeiras palmadas
Desde cedo lagrimas de protesto
E quem não chora? Será doente de natureza?
Só por que mal chegou e fugiu do padrão?
Eu queria não ter chorado!
Pois minha lagrimas assumem o poder da opressão imposto
E não chorando?
Talvez não os desse o gostinho de dizer:
“É saudável, não vai dar problema!”
E nos lançam ao mundo assim...
Felizmente alguns “saudáveis”
Que choraram após palmadinhas.
Assim como o gado marcado
Pulam as cercas e fogem
Querem liberdade e ar puro
Uma pena:
Eles serem sempre casos isolados, e os outros aceitarem tudo.
Comendo sua grama seca e desnutrida.
Por que a melhor não vai estar no seu prato.
Não mesmo, sai caro demais,
E você que acostumou aceitar tudo:
“Vai comer o que tem, e sem reclamar, estamos entendidos?”
Repito, uma pena.
Do lado de cá da cerca também como o que tem
Mas posso pensar, e penso.
Não por que sou melhor
Mas me permito melhorar a todo o momento.
Mesmo sendo visto como louco.
Sei onde estou
E quem estou
Nesse momento.
Por não aceitar o que encontrei
E ter visto que estou errado em ser correto
Que tudo até hoje
Não passava de valores preestabelecidos
Que a fuga era impossível
A não ser pelo caminha doloroso da reclusão
Ser incomum, fugir do “normal” estabelecido.
Assumir uma visão
(Que pra outros resulta em cegueira e anormalidade...).
Loucura.
“Por que as coisas são assim, e assim tem que ser!”.
E somos marcados como gado na fila do abatedouro.
E lançados ao pasto
Chegamos ao mundo assim...
Só é saudável quem chora após as primeiras palmadas
Desde cedo lagrimas de protesto
E quem não chora? Será doente de natureza?
Só por que mal chegou e fugiu do padrão?
Eu queria não ter chorado!
Pois minha lagrimas assumem o poder da opressão imposto
E não chorando?
Talvez não os desse o gostinho de dizer:
“É saudável, não vai dar problema!”
E nos lançam ao mundo assim...
Felizmente alguns “saudáveis”
Que choraram após palmadinhas.
Assim como o gado marcado
Pulam as cercas e fogem
Querem liberdade e ar puro
Uma pena:
Eles serem sempre casos isolados, e os outros aceitarem tudo.
Comendo sua grama seca e desnutrida.
Por que a melhor não vai estar no seu prato.
Não mesmo, sai caro demais,
E você que acostumou aceitar tudo:
“Vai comer o que tem, e sem reclamar, estamos entendidos?”
Repito, uma pena.
Do lado de cá da cerca também como o que tem
Mas posso pensar, e penso.
Não por que sou melhor
Mas me permito melhorar a todo o momento.
Mesmo sendo visto como louco.
Sei onde estou
E quem estou
Nesse momento.
sábado, 15 de maio de 2010
Sol de Maria.
Lá de trás vem clareando o dia
Devagar, devagar, devagar...
Um raio bate nos olhos de Maria
Ela vê o mar
Mais claro a cada minuto
Maria derrete o rosto
Desabotoa suave sorriso
Ele vem lentamente
Ela o espera
Para aquecê-la
Ele vem de onde não pode voltar...
E hoje é só para aquecer Maria
E abraçá-la com seus raios
Quentes e confortáveis.
Devagar, devagar, devagar...
Um raio bate nos olhos de Maria
Ela vê o mar
Mais claro a cada minuto
Maria derrete o rosto
Desabotoa suave sorriso
Ele vem lentamente
Ela o espera
Para aquecê-la
Ele vem de onde não pode voltar...
E hoje é só para aquecer Maria
E abraçá-la com seus raios
Quentes e confortáveis.