Comecei o dia mal
Rasguei o verbo com o dono da padaria
O pão de ontem estava ruim
Mandou-me comprar pão em outra padaria
Que não ia fazer pãozinho do jeitinho do “senhorzinho” aqui.
Vê se pode? Que audácia doutor.
Mas eu ainda volto lá hoje
A se volto
E aí não vai sobrar nem farinha naquele lugar
Escreve heim!
Voltei!
Num disse que ia?
Então fui!
O traste tava lá com aquela bunda quadrada
Sentada na mesma cadeirinha
Cê acredita que ele tinha separado o meu pão?
Taquei a sacola na cara dele!
E pedi outro pão
A policia chegou
E agora to aqui.
O que eu vou fazer quando sair daqui?
Jogar outro pão naquele safado
E sabe por que doutor?
O preço ta alto, ele aumentou ontem.
Já tem anos que venho agüentando calado
Ele aumentou, mas não melhorou a porcaria do pão.
Vai se acostumando doutor
Pretendo voltar mais vezes
Talvez o pão lá perto de casa melhore um dia
Se ele não melhorar taco outro pão nele
Eu paguei pelo pão!
O pão é meu e eu faço dele o que eu quiser!
Aí vem o senhor, me prende de novo.
Me solta de novo
Eu volto de novo na padaria.
E o senhor já sabe, num é?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
pra não dizer que não falei de suas flores... Para: Luciana Busatto
Um dia desses qualquer
Numa padaria dessas qualquer
Uma amiga sentiu uma vontade qualquer
De comprar um bombom qualquer
Eu não me esqueço do rosto
Não era um rosto qualquer
Saiu da padaria em um estado qualquer
De felicidade.
Na saída
Deparou-se com uma mulher
Uma pedinte qualquer
Que infelizmente se vê em qualquer cidade
A mulher pedia qualquer coisa para comer
Nós passamos por ela e seguimos.
Três passos
Não foram três passos comuns
Nem qualquer
Essa amiga parou
Respirou com uma dada angustia e disse:
“Por que esse mundo é tão ruim?”
Decidiu voltar
Deu o seu bombom
E saiu com um sorriso nada qualquer
Era uma mistura de angustia e alivio.
Eu fiquei mudo
Não sei o que dizer
Era tão nobre e admirável aquela atitude
Sorri constrangido e seguimos para o teatro.
Numa padaria dessas qualquer
Uma amiga sentiu uma vontade qualquer
De comprar um bombom qualquer
Eu não me esqueço do rosto
Não era um rosto qualquer
Saiu da padaria em um estado qualquer
De felicidade.
Na saída
Deparou-se com uma mulher
Uma pedinte qualquer
Que infelizmente se vê em qualquer cidade
A mulher pedia qualquer coisa para comer
Nós passamos por ela e seguimos.
Três passos
Não foram três passos comuns
Nem qualquer
Essa amiga parou
Respirou com uma dada angustia e disse:
“Por que esse mundo é tão ruim?”
Decidiu voltar
Deu o seu bombom
E saiu com um sorriso nada qualquer
Era uma mistura de angustia e alivio.
Eu fiquei mudo
Não sei o que dizer
Era tão nobre e admirável aquela atitude
Sorri constrangido e seguimos para o teatro.