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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quietude.

É como se viessem,
Enfiassem, cortassem...
Um pedaço de meu, só meu...
Tecido epidérmico,
E eu apenas visse,
Nada sentisse.

É como se cada palavra
Soasse incomodante.
Escorresse aos ouvidos,
Invadido de agonias,
Desconforto.
E eu quisesse matar alguém.

É como se quisessem
Algo além do que vêem.
Ou se tem, ou não!
Não hoje!

É como se nem
Um bom samba
Inundasse esse espírito.
É que poluíram as vias,
E bons ventos
Não fluem mais.

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