Não é que seja a melhor escolha
Nem que se tenha que fazer alguma
É só por só estar.
Nada mais que apenas isso.
Estar só é permitir o desequilíbrio
Aceitar o constante risco.
O prazer de pular.
Não sentir os pés em local palpável
Não ter plataforma.
Nem degrau, nem nada.
Apenas não ter, nem ser.
Somente estar estando,
Aos poucos.
sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Pertencer.
O ruim de não ter
Ser de alguém
É não poder ligar
Dizer que precisa
Daquela pessoa
É se conformar
Com noites em silencio
Não ter a quem contar
Sobre os medos
Os demônios que aparecem
À noite e atordoam
É sentir se
Desabrigado inseguro
Sem um par de seios
Para encostar
Enquanto se esta chorando.
Nem tudo se resume a carne
Apenas a companhia
Já bastaria
Nessa noite
De solidão
E duvidas!
Ser de alguém
É não poder ligar
Dizer que precisa
Daquela pessoa
É se conformar
Com noites em silencio
Não ter a quem contar
Sobre os medos
Os demônios que aparecem
À noite e atordoam
É sentir se
Desabrigado inseguro
Sem um par de seios
Para encostar
Enquanto se esta chorando.
Nem tudo se resume a carne
Apenas a companhia
Já bastaria
Nessa noite
De solidão
E duvidas!
domingo, 18 de julho de 2010
Estrada.
Perguntaram-me por João Judas José
Disse que nada mais se sabia dele
E acrescentei: “caiu no mundo”.
Descobrir seu rumo
Impossível seria
Um bilhete de trem, ônibus, avião...
Talvez um dia se encontre João Judas José
Na beira de uma rodovia
Viajando de dedão
Na boleia, e sem dinheiro.
O mundo correndo inteiro.
O mundo de quem o descobriu
Mesmo não cabendo em nós
E nós não cabendo nele.
Disse que nada mais se sabia dele
E acrescentei: “caiu no mundo”.
Descobrir seu rumo
Impossível seria
Um bilhete de trem, ônibus, avião...
Talvez um dia se encontre João Judas José
Na beira de uma rodovia
Viajando de dedão
Na boleia, e sem dinheiro.
O mundo correndo inteiro.
O mundo de quem o descobriu
Mesmo não cabendo em nós
E nós não cabendo nele.
sábado, 17 de julho de 2010
Meu Poema.
Torço o pescoço
Sufoco o meu grito
Engulo poesia
Rebeldia que me resta
Nobreza maldita
Malfeita e executada
Execução de um triste
Peito solitário
Resta a forca
A corda pendurada esta
Olho durante dias
Dias se passaram
E nenhum durou
Até agora espero
Um sentido
Para dar fim
Dar cabo
De mim
Ou deste
Poema.
Sufoco o meu grito
Engulo poesia
Rebeldia que me resta
Nobreza maldita
Malfeita e executada
Execução de um triste
Peito solitário
Resta a forca
A corda pendurada esta
Olho durante dias
Dias se passaram
E nenhum durou
Até agora espero
Um sentido
Para dar fim
Dar cabo
De mim
Ou deste
Poema.
Despertar
Alegria se foi
Fechou-se
Numa espécie de nada
Que tudo consome
Outrora restavam lascas, frestas...
Por onde vazavam
Migalhas e pedaços
Sentimento extinto
Desperta agora
Solidão.
Fechou-se
Numa espécie de nada
Que tudo consome
Outrora restavam lascas, frestas...
Por onde vazavam
Migalhas e pedaços
Sentimento extinto
Desperta agora
Solidão.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
E se...
E se eu não quiser ser medico?
E se eu me atolasse nos livros,
E saísse pelo mundo,
Errante como um Quixote Junior.
E se eu disser não a essa repressão?
Essa imposição de sonhos alheios,
Que nada tem de mim,
E que não compartilho.
Adultos?
Vocês que impõe os seus sonhos,
Que de forma mesquinha planejam,
Esquematizam cada passo nosso.
E esquecem de perguntar o que queremos!
Um dia desses,
Atravesso a sala,
Pego o revolver na escrivaninha,
E atravesso o crânio com um projétil,
Libertador.
Talvez assim entendam,
Ou voltem para a cama mais cedo.
Afinal, devem recomeçar seus projetos opressivos.
Já que o último plano infalível de vida perfeita
Falhou, ou melhor, auto destruiu-se.
E vocês não tiveram culpa!
E se eu me atolasse nos livros,
E saísse pelo mundo,
Errante como um Quixote Junior.
E se eu disser não a essa repressão?
Essa imposição de sonhos alheios,
Que nada tem de mim,
E que não compartilho.
Adultos?
Vocês que impõe os seus sonhos,
Que de forma mesquinha planejam,
Esquematizam cada passo nosso.
E esquecem de perguntar o que queremos!
Um dia desses,
Atravesso a sala,
Pego o revolver na escrivaninha,
E atravesso o crânio com um projétil,
Libertador.
Talvez assim entendam,
Ou voltem para a cama mais cedo.
Afinal, devem recomeçar seus projetos opressivos.
Já que o último plano infalível de vida perfeita
Falhou, ou melhor, auto destruiu-se.
E vocês não tiveram culpa!