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segunda-feira, 18 de julho de 2011

DESIRE.

Caído suave,
Deleito em você
Meus lábios.
De leito você
Meus lábios.

Acordo,
Estremeço o interno.
De um fim
Qualquer coisa,
De dia qualquer.

Acordo
Fechado
O Meu corpo,
O Seu todo
Suado.

É noite,
Inverno,
Inferno armado!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Brincar de Novo Amor.

Quando se pensa em tudo
Fica impossível acertar,
Não olhe sempre pro escuro,
Às vezes tente escutar.

Olhe’alegria que sentes,
Nas poucas horas pra gente.

Não vai valer apena,
Mas vai valer a dor.
Esquecer certos dilemas,
Brincar de novo amor.

Esqueça o dedo apodrecido,
Feche os seus olhos,
Pule comigo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Samba.

Por pouco não te roubei
das conversas "tolas"
de um outro alguem.

Por pouco não furtei
você pra lá,
onde estive te olhando.

Você me aparece
e a noite faz sentido.
deu vontade de sorrir, dançar,
pular...

Ficar quieto,
esquecer as companhias,
e só te observar.

Descaradamente,
te observar.
procurar teus olhos,
trocar sorrisos.

A única coisa que importa
ali é você, naqueles minutos finais,
de um final de semana,
de um batuque de samba,
de um sorriso,
de um projeto de bamba.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Qual a sensação de saber que vão queimar o seu trabalho, antes que você veja os frutos?

Falo de homens que estão cansados de promessas,
Pessoas que vão e tomam a terra,
Prometida a todos.
Pois não existe outra forma.

Esperar que a enferrujada burocracia despreocupada,
Lhe de condições honestas de sobrevivencia
É a mesma coisa que esperar por Deus.

Infelizmente, não tenho cabeça
Pra morrer em prol de uma vida
Num lugar, que ainda não estou!

Primeiro
É preciso ter fé nos homens.
Mesmo que seja impossivel.

Acreditar!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Remediável

Saudades do tempo
Que falei por amor
À uma causa.
Tenho a sensação
De um anestésico.
O incômodo passou.
Tenho ferrugem nos dedos,
Viseiras na mente,
E um nó na garganta.
Escrita enferrujada,
Cegueira confortavel,
Bico calado.
A cada minuto
Sustentado por falsos
Momentos Felizes.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Zinho.

Zinho
Honrado de si
não ve desprezo
sorriso covarde
desastres
mentiras
desgastes
não ver quiz
assim é
camuflar
esconder
de mentir
mentil
só Zinho.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tempo Parou

Corre o tempo disperso
aqui, em meio à todo movimento,
fico parado.

Vontades de sentar,
respirar alguns segundos,
escrever coisa qualquer,
ocupar a mente
sem contrato, ou obrigações.

Mastigo churrasquinho
molho caseiro,
vejo pessoas, pimenta,
desejos antigos,
pulsação viril,
réplica superior de minha musa.

Enquanto relato
despretensiosamente,
pessoas se reveem,
abraçam-se,
apenas observo movimentos,
sorrisos,
sem preocupar com a cerveja
que esquenta a cada silaba
aqui escrita.