Quero derreter em suor,
Num samba, num rock,
Numa dança qualquer,
Retorcer os tornozelos.
Quero entregar minhas cartas
A uma cartomante caolha,
Sem mãos, de má fama,
E acreditar.
Quero esquecer que é preciso dormir,
Pra esperar o momento de acordar.
Quero um pedaço do ouvido
Lançado ao mar,
E poder ouvir suas diversas melodias
Cada manhã.
Quero parar de fingir
Que escrevo o que senti,
Se no fim o que sinto
Não passou.