Agora que estão livres
Tropeçam em erros certos
Aceitaram viver a sós
Aprendem a viver juntos
Notam-se
Deixar de lado o desejo
Deixar de lado o sabor do beijo
Furtar carícias...
Afagos e abraços
Uma nova forma de jogar...
Pequenos desejos
Não adormecidos
Cada vez mais intenso,
Desde o olhar de contentamento
Ao finalmente
Tão anuncia beijo
Não os de pazes
Sempre estiveram em paz
Fins intempestivos
Às vezes acontecem...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Movimentos Furtivos
Um dia,
Olharam-se.
Ele sorriu
Ela fez que não
Mas tinha visto...
No outro dia
Ele passou
Ela estava no portão
Ele sorriu sacana
Ela mordeu os lábios...
Ela assumiu o comando!
Dia seguinte ele atrasa
Ela se vira para entrar
Ele estava a observando
Do lado de dentro
Na calçada da varanda...
Tinha entrado pelos fundos
Ela assustada gritou
Ele sorriu: - buu!
Estava a observando
Admirando a ansiosa espera
Pelo namorado das cinco e meia
Conversaram a noite inteira
Outro dia,
Não estava no portão
No horário de sempre
As rosas que trazia murcharam
Ele partiu...
Ela o esperava na esquina,
Queria ver sua cara de decepção
Realmente um casal incomum.
Sempre que distantes
Furtavam-se
Entre sorrisos
E mordidas de lábios.
O mesmo ritual.
E nunca se beijaram.
Olharam-se.
Ele sorriu
Ela fez que não
Mas tinha visto...
No outro dia
Ele passou
Ela estava no portão
Ele sorriu sacana
Ela mordeu os lábios...
Ela assumiu o comando!
Dia seguinte ele atrasa
Ela se vira para entrar
Ele estava a observando
Do lado de dentro
Na calçada da varanda...
Tinha entrado pelos fundos
Ela assustada gritou
Ele sorriu: - buu!
Estava a observando
Admirando a ansiosa espera
Pelo namorado das cinco e meia
Conversaram a noite inteira
Outro dia,
Não estava no portão
No horário de sempre
As rosas que trazia murcharam
Ele partiu...
Ela o esperava na esquina,
Queria ver sua cara de decepção
Realmente um casal incomum.
Sempre que distantes
Furtavam-se
Entre sorrisos
E mordidas de lábios.
O mesmo ritual.
E nunca se beijaram.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Maria's
Eles são castanhos
Sim, são castanhos...
A primeira identificação
Foi magica.
Envolvidos por sorrisos sacanas
Tudo denunciado de forma sutil
Brotou um beijo.
Foi o inicio?
Não creio!
Eles já tinham sido identificados
Muito antes dos beijos
já existiam conspirações
Sem cumplicidade...
O que me roubou
Foi o sorriso.
A forma anunciada da mulher
Que presa por seus “dengos”
Jeito doce de menina
Porem forte, decidida...
Embora não desse conta
Seu espirito corre
Em um vasto campo verde,
Recém banhado pelas nuvens
Que saúdam seus pés
Com as melhores e mais perfeitas
Gotas já produzidas...
Com vestido em tom pastel
Repleto de flores azuis vibrantes...
Corre descalça...
É o livre estar de um ser.
Vi seu paraíso por poucos segundos
Quero ver outra vez teus olhos.
Sim, são castanhos...
A primeira identificação
Foi magica.
Envolvidos por sorrisos sacanas
Tudo denunciado de forma sutil
Brotou um beijo.
Foi o inicio?
Não creio!
Eles já tinham sido identificados
Muito antes dos beijos
já existiam conspirações
Sem cumplicidade...
O que me roubou
Foi o sorriso.
A forma anunciada da mulher
Que presa por seus “dengos”
Jeito doce de menina
Porem forte, decidida...
Embora não desse conta
Seu espirito corre
Em um vasto campo verde,
Recém banhado pelas nuvens
Que saúdam seus pés
Com as melhores e mais perfeitas
Gotas já produzidas...
Com vestido em tom pastel
Repleto de flores azuis vibrantes...
Corre descalça...
É o livre estar de um ser.
Vi seu paraíso por poucos segundos
Quero ver outra vez teus olhos.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Hoje:
Não quero sangrar o peito
E fazer amor com você.
Sentimentos...
São apenas lagrimas de magoas,
É dor inevitável.
Hoje o amor...
Refogou-se em apatia
E tudo não passa de carinho.
E fazer amor com você.
Sentimentos...
São apenas lagrimas de magoas,
É dor inevitável.
Hoje o amor...
Refogou-se em apatia
E tudo não passa de carinho.
Individuo.
Queria ter nascido da ponta de uma pena qualquer.
Uma pena jogada nas mãos de um poeta
Embriagado em vinho e inspirações.
Queria ter tido a sorte de um personagem atrapalhado,
Tipicamente Dell’ Arte.
Sim, eu teria inventado as mais verdadeiras mentiras já contadas.
E por toda a eternidade ouviriam dizer da minha astúcia,
E espírito genioso.
Eu queria ter amado a mais bela criatura do mundo
Ela seria simples e rara
Como uma orquídea vermelha.
Queria ter sido visto por alguém...
Não queria ter sido abandonado aqui,
Nesse lugar frio,
Sem musica, sem poesia.
Queria o gostinho de poder dizer
“Eu não pedi pra nascer”
Embora seja esse o meu maior desejo.
Uma pena jogada nas mãos de um poeta
Embriagado em vinho e inspirações.
Queria ter tido a sorte de um personagem atrapalhado,
Tipicamente Dell’ Arte.
Sim, eu teria inventado as mais verdadeiras mentiras já contadas.
E por toda a eternidade ouviriam dizer da minha astúcia,
E espírito genioso.
Eu queria ter amado a mais bela criatura do mundo
Ela seria simples e rara
Como uma orquídea vermelha.
Queria ter sido visto por alguém...
Não queria ter sido abandonado aqui,
Nesse lugar frio,
Sem musica, sem poesia.
Queria o gostinho de poder dizer
“Eu não pedi pra nascer”
Embora seja esse o meu maior desejo.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Des-Espero
Merecia um dia qualquer
qualquer dia
um dia qualquer
um dia qualquer que fosse!
Estou descontente com as coisas
As circunstancias em que vivo
Não me são convenientes,
Gostaria de não refletir a respeito.
Talvez uma hora este turbilhão de ideias
Que tomam a minha mente de um tregua
Assim espero...
Parece impossivel...
Até no leito de descanso
Sou violado e agredido por infenais tormentos.
Chego a pensar que só um projétil resolveria o caso...
Ou as coisas...
Desespero em pensar em tais coisas
Desesperado sei que não vai passar
Des-esperando e em desespero
Des-espero
O fim.
qualquer dia
um dia qualquer
um dia qualquer que fosse!
Estou descontente com as coisas
As circunstancias em que vivo
Não me são convenientes,
Gostaria de não refletir a respeito.
Talvez uma hora este turbilhão de ideias
Que tomam a minha mente de um tregua
Assim espero...
Parece impossivel...
Até no leito de descanso
Sou violado e agredido por infenais tormentos.
Chego a pensar que só um projétil resolveria o caso...
Ou as coisas...
Desespero em pensar em tais coisas
Desesperado sei que não vai passar
Des-esperando e em desespero
Des-espero
O fim.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
...
Não sei viver aqui
Não soube me encontrar
Em meio a tanto caos
Ouço murmúrios de todos os cantos
Vozes que provém de vidas violadas por mim
Noites maravilhosas passei
Observando os homens
Que viviam mortos em suas rotinas
Cada dia identificava um corpo novo,
Ou melhor, um velho defunto.
A cada dia identificava um novo morto
Pessoas que aderiam ao sistema
Aos formatos sociais
Esperando assim uma felicidade fictícia
Um mero sonho... Sonho idiota
Felicidade é momentâneo
É anestesia que toma o corpo por inteiro
E não se transfere
Apenas para um falso sorriso de canto de boca.
Pessoas domesticadas,
Eu as via todos os dias... Ali de frente a minha janela
E como uma praga, cada janela ia sendo tomada diariamente...
O viruz se alastrava rápido
Era eficaz.
Sem duvida tinham estudado bem
Uma forma de aprisionar os pensamentos deles
Certo dia decidido a entender o que ocorria
Decidi fazer o mesmo que eles
E passava noites inteiras em minha poltrona
Sem notar, perdi-me nas mesmas rotinas...
Esqueci minhas leituras e meu binóculo estava entregue as teias de aranha
Certo dia, deitado lembrei das tardes observando os outros...
Passei a mão em meu binóculo, e corri, procurei a primeira janela a minha frente e passei horas observando... Os maus e bons costumes alheios
Aqui em frente esta janela tudo acabou...
Vivo uma janela por dia...
E aqui imóvel, lembro-me de tardes perdidas,
Viagens janelas à dentro.
Farto de tantos rumos sem sentido
E sentidos mal direcionados
Fico inerte.
Passo a observar o mundo de uma janela qualquer...
Uma por dia.
Não soube me encontrar
Em meio a tanto caos
Ouço murmúrios de todos os cantos
Vozes que provém de vidas violadas por mim
Noites maravilhosas passei
Observando os homens
Que viviam mortos em suas rotinas
Cada dia identificava um corpo novo,
Ou melhor, um velho defunto.
A cada dia identificava um novo morto
Pessoas que aderiam ao sistema
Aos formatos sociais
Esperando assim uma felicidade fictícia
Um mero sonho... Sonho idiota
Felicidade é momentâneo
É anestesia que toma o corpo por inteiro
E não se transfere
Apenas para um falso sorriso de canto de boca.
Pessoas domesticadas,
Eu as via todos os dias... Ali de frente a minha janela
E como uma praga, cada janela ia sendo tomada diariamente...
O viruz se alastrava rápido
Era eficaz.
Sem duvida tinham estudado bem
Uma forma de aprisionar os pensamentos deles
Certo dia decidido a entender o que ocorria
Decidi fazer o mesmo que eles
E passava noites inteiras em minha poltrona
Sem notar, perdi-me nas mesmas rotinas...
Esqueci minhas leituras e meu binóculo estava entregue as teias de aranha
Certo dia, deitado lembrei das tardes observando os outros...
Passei a mão em meu binóculo, e corri, procurei a primeira janela a minha frente e passei horas observando... Os maus e bons costumes alheios
Aqui em frente esta janela tudo acabou...
Vivo uma janela por dia...
E aqui imóvel, lembro-me de tardes perdidas,
Viagens janelas à dentro.
Farto de tantos rumos sem sentido
E sentidos mal direcionados
Fico inerte.
Passo a observar o mundo de uma janela qualquer...
Uma por dia.