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terça-feira, 20 de julho de 2010

Pertencer.

O ruim de não ter
Ser de alguém
É não poder ligar
Dizer que precisa
Daquela pessoa
É se conformar
Com noites em silencio
Não ter a quem contar
Sobre os medos
Os demônios que aparecem
À noite e atordoam
É sentir se
Desabrigado inseguro
Sem um par de seios
Para encostar
Enquanto se esta chorando.
Nem tudo se resume a carne
Apenas a companhia
Já bastaria
Nessa noite
De solidão
E duvidas!

domingo, 18 de julho de 2010

Estrada.

Perguntaram-me por João Judas José
Disse que nada mais se sabia dele
E acrescentei: “caiu no mundo”.

Descobrir seu rumo
Impossível seria
Um bilhete de trem, ônibus, avião...

Talvez um dia se encontre João Judas José
Na beira de uma rodovia
Viajando de dedão
Na boleia, e sem dinheiro.

O mundo correndo inteiro.
O mundo de quem o descobriu
Mesmo não cabendo em nós
E nós não cabendo nele.

sábado, 17 de julho de 2010

Você.

Só por não ter preço
Eu não pagaria nada
Pra te ter aqui juntinho.

Meu Poema.

Torço o pescoço
Sufoco o meu grito
Engulo poesia
Rebeldia que me resta
Nobreza maldita
Malfeita e executada
Execução de um triste
Peito solitário
Resta a forca
A corda pendurada esta
Olho durante dias
Dias se passaram
E nenhum durou
Até agora espero
Um sentido
Para dar fim
Dar cabo
De mim
Ou deste
Poema.

Despertar

Alegria se foi
Fechou-se
Numa espécie de nada
Que tudo consome
Outrora restavam lascas, frestas...
Por onde vazavam
Migalhas e pedaços
Sentimento extinto
Desperta agora
Solidão.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

E se...

E se eu não quiser ser medico?
E se eu me atolasse nos livros,
E saísse pelo mundo,
Errante como um Quixote Junior.

E se eu disser não a essa repressão?
Essa imposição de sonhos alheios,
Que nada tem de mim,
E que não compartilho.

Adultos?
Vocês que impõe os seus sonhos,
Que de forma mesquinha planejam,
Esquematizam cada passo nosso.
E esquecem de perguntar o que queremos!

Um dia desses,
Atravesso a sala,
Pego o revolver na escrivaninha,
E atravesso o crânio com um projétil,
Libertador.

Talvez assim entendam,
Ou voltem para a cama mais cedo.
Afinal, devem recomeçar seus projetos opressivos.
Já que o último plano infalível de vida perfeita
Falhou, ou melhor, auto destruiu-se.
E vocês não tiveram culpa!

sábado, 10 de julho de 2010

Tic-Tac, Ka-boom!

O amor parece bomba relógio.
Enche-nos de expectativas.
A gente espera e nada acontece
Até que...
Ka-boom!
Tudo em volta voa,
Vira pó.
E o que fica é um espaço vazio,
Sem cor nem musica.
Mas uma coisa é certa.
Foi um barato.
O frio na barriga,
A espera por nada,
O som e as cores da explosão.
As alegrias vividas
Até o ultimo segundo
Até a ultima palavra dita.
O ultimo “tic-tac”.