Saudade é o que mata o frio,
Que ocupa o meu tempo não pensado.
Abrir mão dos sorrisos, sinceros calores,
Momentos montados, colados,
Pré-fabricados pelo termo dos moldes de ter,
Vontade inevitável.
Tattoar, perpetuar em “meu” eu,
Dezenas de acertos farsescos,
Só mais uma mascara que esconde quem sou,
E mostra ao mundo o que ele é.
Implica em mim o direito de escolha:
“sou mais um” ou “sou apenas um”?
Apenas um(a) resposta si pode ouvir.
Meu lado de dentro é o mais perturbado,
E nunca consegue falar.
Trancado!
Comunico-me aos gritos, berros e lagrimas,
E só quem pode ouvir é o meu banheiro,
E tudo escorre pelo ralo, na lixeira, no vazo,
Pra o mundo lá fora do meu privado,
Tudo que é o que sou de fato e afeto,
É lixo!
Depois do meu banho seco o meu corpo,
Visto minhas cascas, ensaio um sorriso gostoso,
E abandono de novo o meu mundo,
O Silencio.