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sábado, 3 de setembro de 2011

Silencio.


Saudade é o que mata o frio,
Que ocupa o meu tempo não pensado.

Abrir mão dos sorrisos, sinceros calores,
Momentos montados, colados,
Pré-fabricados pelo termo dos moldes de ter,
Vontade inevitável.

Tattoar, perpetuar em “meu” eu,
Dezenas de acertos farsescos,
Só mais uma mascara que esconde quem sou,
E mostra ao mundo o que ele é.

Implica em mim o direito de escolha:
“sou mais um” ou “sou apenas um”?
Apenas um(a) resposta si pode ouvir.

Meu lado de dentro é o mais perturbado,
E nunca consegue falar.

Trancado!

Comunico-me aos gritos, berros e lagrimas,
E só quem pode ouvir é o meu banheiro,
E tudo escorre pelo ralo, na lixeira, no vazo,
Pra o mundo lá fora do meu privado,
Tudo que é o que sou de fato e afeto,
É lixo!

Depois do meu banho seco o meu corpo,
Visto minhas cascas, ensaio um sorriso gostoso,
E abandono de novo o meu mundo,
O Silencio. 

Ar.


Espaço indiscreto metido em formato de nada.
O vicio do corpo que teme perder,
Assim como nós que tendemos ganhar.
Não abre mão do que não se apanha,
Escorre entre os dedos.
Perpetua em silencio, não responde perguntas:
Qual seu cheiro? Qual seu gosto? Qual seu time preferido?
Torna escorrer,
Esconder-se em pulmões,
Oscilante vacila em seus rumos,
Inunda meu corpo, viola os meus virgens poros,
Flexão, fricção.
É a pegada de cada individuo que morre ao deixar outro nascer,
Puro, imundo.
Partículas do Meu/nosso particular desejo
De viver

Querer é um nada.


Quero derreter em suor,
Num samba, num rock,
Numa dança qualquer,
Retorcer os tornozelos.

Quero entregar minhas cartas
A uma cartomante caolha,
Sem mãos, de má fama,
E acreditar.

Quero esquecer que é preciso dormir,
Pra esperar o momento de acordar.

Quero um pedaço do ouvido
Lançado ao mar,
E poder ouvir suas diversas melodias
Cada manhã.

Quero parar de fingir
Que escrevo o que senti,
Se no fim o que sinto
Não passou.

Líbia, EUA, Egito ou Xadrez?

O Rei
Lançou os piões no ar,
Travou e o seu bispo caiu,
Rainha se foi com o cavalo,
Que deu um tropico e sorriu,
Piões que abriram caminho
Agora unidos estão,
As torres do Rei já caíram
Poder acuado esta!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O MEU SAMBA.


O meu samba
Não tem melodia.
Rabiscos minhas letra,
Escrevo com as pernas.

É mais do que meu,
Grito,
Sufoco vazio,
Que pede socorro.
Escorre-se em prantos,
Chorando palavras.
Renasce um esboço
De um fim
De refrão.

Nesse samba
Pouco vale a rima.
Nele não tem clima,
Ele é o nó,
Que restou.
O meu samba
É solidão.

sábado, 27 de agosto de 2011

MULHER.


Rapaz
A mulher é um bicho doido
Deixa-me doido
Descabelado
Duro
Leva-me a grana
Leva a alegria


Então me mudo
Fico louco
Destemperado
Sem Grana
Sem sorriso


Rapaz
Mulher é bicho doido
E desse bicho
Eu quero mais
De um.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Amor.

Primeiro,
Matar o segredo:
"Te amo".
Segundo, Segundos
Momentos de Medo.
As Noites Mais Frias
Passando...
O Quarto Um Vazio
Não Digo o Que Choro
Desd'aquele dia.
Composto de Um Resto
O Todo Renovo,
E Acalmo o Meu Mundo
Por trás
Um sorriso
Vazio.