Hoje estou um alguém perdido
Por não aceitar o que encontrei
E ter visto que estou errado em ser correto
Que tudo até hoje
Não passava de valores preestabelecidos
Que a fuga era impossível
A não ser pelo caminha doloroso da reclusão
Ser incomum, fugir do “normal” estabelecido.
Assumir uma visão
(Que pra outros resulta em cegueira e anormalidade...).
Loucura.
“Por que as coisas são assim, e assim tem que ser!”.
E somos marcados como gado na fila do abatedouro.
E lançados ao pasto
Chegamos ao mundo assim...
Só é saudável quem chora após as primeiras palmadas
Desde cedo lagrimas de protesto
E quem não chora? Será doente de natureza?
Só por que mal chegou e fugiu do padrão?
Eu queria não ter chorado!
Pois minha lagrimas assumem o poder da opressão imposto
E não chorando?
Talvez não os desse o gostinho de dizer:
“É saudável, não vai dar problema!”
E nos lançam ao mundo assim...
Felizmente alguns “saudáveis”
Que choraram após palmadinhas.
Assim como o gado marcado
Pulam as cercas e fogem
Querem liberdade e ar puro
Uma pena:
Eles serem sempre casos isolados, e os outros aceitarem tudo.
Comendo sua grama seca e desnutrida.
Por que a melhor não vai estar no seu prato.
Não mesmo, sai caro demais,
E você que acostumou aceitar tudo:
“Vai comer o que tem, e sem reclamar, estamos entendidos?”
Repito, uma pena.
Do lado de cá da cerca também como o que tem
Mas posso pensar, e penso.
Não por que sou melhor
Mas me permito melhorar a todo o momento.
Mesmo sendo visto como louco.
Sei onde estou
E quem estou
Nesse momento.
3 comentários:
é bom estar do outro lado da cerca, assim assistimos a fila dos animais cegos, direto pro abatedouro!!
arrepiou no texto, mto bom!!
Adorei! Fantásticoo!!!
Um grito, um choro, uma esperança. Doeu, eu sei, mas ficou lindo, cara.
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