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segunda-feira, 12 de julho de 2010

E se...

E se eu não quiser ser medico?
E se eu me atolasse nos livros,
E saísse pelo mundo,
Errante como um Quixote Junior.

E se eu disser não a essa repressão?
Essa imposição de sonhos alheios,
Que nada tem de mim,
E que não compartilho.

Adultos?
Vocês que impõe os seus sonhos,
Que de forma mesquinha planejam,
Esquematizam cada passo nosso.
E esquecem de perguntar o que queremos!

Um dia desses,
Atravesso a sala,
Pego o revolver na escrivaninha,
E atravesso o crânio com um projétil,
Libertador.

Talvez assim entendam,
Ou voltem para a cama mais cedo.
Afinal, devem recomeçar seus projetos opressivos.
Já que o último plano infalível de vida perfeita
Falhou, ou melhor, auto destruiu-se.
E vocês não tiveram culpa!

2 comentários:

Moa Freitas disse...

E se ..
"Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma".
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Anônimo disse...

os sonhos podem ser mais fortes!