Um dia desses qualquer
Numa padaria dessas qualquer
Uma amiga sentiu uma vontade qualquer
De comprar um bombom qualquer
Eu não me esqueço do rosto
Não era um rosto qualquer
Saiu da padaria em um estado qualquer
De felicidade.
Na saída
Deparou-se com uma mulher
Uma pedinte qualquer
Que infelizmente se vê em qualquer cidade
A mulher pedia qualquer coisa para comer
Nós passamos por ela e seguimos.
Três passos
Não foram três passos comuns
Nem qualquer
Essa amiga parou
Respirou com uma dada angustia e disse:
“Por que esse mundo é tão ruim?”
Decidiu voltar
Deu o seu bombom
E saiu com um sorriso nada qualquer
Era uma mistura de angustia e alivio.
Eu fiquei mudo
Não sei o que dizer
Era tão nobre e admirável aquela atitude
Sorri constrangido e seguimos para o teatro.
terça-feira, 1 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Enfeite
Hoje pela manha Pablo correu até a sala, e contou para seu pai o sonho que teve noite passada:
Os anjos existem,
Ontem sonhei que via um em meu quarto
Mentira,
Anjos não existem!
Você não entende,
Eu vi, eu vi sim!
Eu acredito,
Você disse que estava sonhando, é normal.
Não,
Não é!
Entendo,
Vamos ter que te internar...
Por quê?
O que fiz de errado?
Você insiste,
Em dizer verdades.
Como?
Anjos existem?
Eu preferia que não
Mas sim!
Você já viu um?
Onde?
Já,
Aqui na minha frente tem um.
Pablo sorriu para seu pai e disse:
Mentiroso,
Anjos não existem!
E saiu pelo corredor da casa com seu carrinho voador
Os anjos existem,
Ontem sonhei que via um em meu quarto
Mentira,
Anjos não existem!
Você não entende,
Eu vi, eu vi sim!
Eu acredito,
Você disse que estava sonhando, é normal.
Não,
Não é!
Entendo,
Vamos ter que te internar...
Por quê?
O que fiz de errado?
Você insiste,
Em dizer verdades.
Como?
Anjos existem?
Eu preferia que não
Mas sim!
Você já viu um?
Onde?
Já,
Aqui na minha frente tem um.
Pablo sorriu para seu pai e disse:
Mentiroso,
Anjos não existem!
E saiu pelo corredor da casa com seu carrinho voador
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Estar e Ser
Hoje estou um alguém perdido
Por não aceitar o que encontrei
E ter visto que estou errado em ser correto
Que tudo até hoje
Não passava de valores preestabelecidos
Que a fuga era impossível
A não ser pelo caminha doloroso da reclusão
Ser incomum, fugir do “normal” estabelecido.
Assumir uma visão
(Que pra outros resulta em cegueira e anormalidade...).
Loucura.
“Por que as coisas são assim, e assim tem que ser!”.
E somos marcados como gado na fila do abatedouro.
E lançados ao pasto
Chegamos ao mundo assim...
Só é saudável quem chora após as primeiras palmadas
Desde cedo lagrimas de protesto
E quem não chora? Será doente de natureza?
Só por que mal chegou e fugiu do padrão?
Eu queria não ter chorado!
Pois minha lagrimas assumem o poder da opressão imposto
E não chorando?
Talvez não os desse o gostinho de dizer:
“É saudável, não vai dar problema!”
E nos lançam ao mundo assim...
Felizmente alguns “saudáveis”
Que choraram após palmadinhas.
Assim como o gado marcado
Pulam as cercas e fogem
Querem liberdade e ar puro
Uma pena:
Eles serem sempre casos isolados, e os outros aceitarem tudo.
Comendo sua grama seca e desnutrida.
Por que a melhor não vai estar no seu prato.
Não mesmo, sai caro demais,
E você que acostumou aceitar tudo:
“Vai comer o que tem, e sem reclamar, estamos entendidos?”
Repito, uma pena.
Do lado de cá da cerca também como o que tem
Mas posso pensar, e penso.
Não por que sou melhor
Mas me permito melhorar a todo o momento.
Mesmo sendo visto como louco.
Sei onde estou
E quem estou
Nesse momento.
Por não aceitar o que encontrei
E ter visto que estou errado em ser correto
Que tudo até hoje
Não passava de valores preestabelecidos
Que a fuga era impossível
A não ser pelo caminha doloroso da reclusão
Ser incomum, fugir do “normal” estabelecido.
Assumir uma visão
(Que pra outros resulta em cegueira e anormalidade...).
Loucura.
“Por que as coisas são assim, e assim tem que ser!”.
E somos marcados como gado na fila do abatedouro.
E lançados ao pasto
Chegamos ao mundo assim...
Só é saudável quem chora após as primeiras palmadas
Desde cedo lagrimas de protesto
E quem não chora? Será doente de natureza?
Só por que mal chegou e fugiu do padrão?
Eu queria não ter chorado!
Pois minha lagrimas assumem o poder da opressão imposto
E não chorando?
Talvez não os desse o gostinho de dizer:
“É saudável, não vai dar problema!”
E nos lançam ao mundo assim...
Felizmente alguns “saudáveis”
Que choraram após palmadinhas.
Assim como o gado marcado
Pulam as cercas e fogem
Querem liberdade e ar puro
Uma pena:
Eles serem sempre casos isolados, e os outros aceitarem tudo.
Comendo sua grama seca e desnutrida.
Por que a melhor não vai estar no seu prato.
Não mesmo, sai caro demais,
E você que acostumou aceitar tudo:
“Vai comer o que tem, e sem reclamar, estamos entendidos?”
Repito, uma pena.
Do lado de cá da cerca também como o que tem
Mas posso pensar, e penso.
Não por que sou melhor
Mas me permito melhorar a todo o momento.
Mesmo sendo visto como louco.
Sei onde estou
E quem estou
Nesse momento.
sábado, 15 de maio de 2010
Sol de Maria.
Lá de trás vem clareando o dia
Devagar, devagar, devagar...
Um raio bate nos olhos de Maria
Ela vê o mar
Mais claro a cada minuto
Maria derrete o rosto
Desabotoa suave sorriso
Ele vem lentamente
Ela o espera
Para aquecê-la
Ele vem de onde não pode voltar...
E hoje é só para aquecer Maria
E abraçá-la com seus raios
Quentes e confortáveis.
Devagar, devagar, devagar...
Um raio bate nos olhos de Maria
Ela vê o mar
Mais claro a cada minuto
Maria derrete o rosto
Desabotoa suave sorriso
Ele vem lentamente
Ela o espera
Para aquecê-la
Ele vem de onde não pode voltar...
E hoje é só para aquecer Maria
E abraçá-la com seus raios
Quentes e confortáveis.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
É Bobagem?
Medo não é o obstáculo
Obstáculo é a mentalidade fechada
Vencida por cansaço ou fraqueza
Que seja fraca!
Mas não nos abandone
Não a nós, que bebemos e comemos do mesmo pão...
Dividimos dos mesmos desconfortos
Já esqueceu que você também é soldado?
Independente de estar em campo ou não
Fora de campo você assiste os seus amigos
“Lutarem em vão”
É bobagem?
É idiotice?
Já pensou que são os seus?
Ali se expondo
Sujeitos a pedras, tomates e cuspe na cara.
E você sorri, e diz que não é com você!
É repugnante o seu olhar.
Dá-me nojo...
Mas não deixei de amar você
Ainda lutamos por nós
Mesmo sem teu apoio
Uma pena!
Tenho pena dos homens que perderam os sentidos.
Olham e não reagem...
E depois dizem em salas, quartos, e bares...
“Eu te amo”
Obstáculo é a mentalidade fechada
Vencida por cansaço ou fraqueza
Que seja fraca!
Mas não nos abandone
Não a nós, que bebemos e comemos do mesmo pão...
Dividimos dos mesmos desconfortos
Já esqueceu que você também é soldado?
Independente de estar em campo ou não
Fora de campo você assiste os seus amigos
“Lutarem em vão”
É bobagem?
É idiotice?
Já pensou que são os seus?
Ali se expondo
Sujeitos a pedras, tomates e cuspe na cara.
E você sorri, e diz que não é com você!
É repugnante o seu olhar.
Dá-me nojo...
Mas não deixei de amar você
Ainda lutamos por nós
Mesmo sem teu apoio
Uma pena!
Tenho pena dos homens que perderam os sentidos.
Olham e não reagem...
E depois dizem em salas, quartos, e bares...
“Eu te amo”
sábado, 17 de abril de 2010
Despedida
Antes do fim inevitável gostaria de dividir meu ultimo drink.
E saudar aos meses, aos dias com um brinde a minha morte.
Um brinde ao trajeto inevitável de um menino aprendiz de poeta.
Que vive forte
Em um mundo ilusório
Estabelecido na camada real, física, concreta.
Recheada de mentiras e jogada ao esmo.
Assim como levamos nossos atos cotidianos
Pouco observado, porém adquirido ao longo de anos.
Brindo as desgraças que provem da humanidade.
Brindo ao fim que resulta no inicio de outrem...
Ceder espaço.
Sem ter passado
Sem ter futuro
Sem esperanças ou certezas
De que algo de bom ficou
Como legado.
E ao presente que me foi concedido
Eu agradeço
Obrigado morte.
Vem devagar
Deixa-me sentir um pouco mais dessa dor
Deixa-me sofrer
E em ultimas palavras dizer
Tudo é em vão.
E saudar aos meses, aos dias com um brinde a minha morte.
Um brinde ao trajeto inevitável de um menino aprendiz de poeta.
Que vive forte
Em um mundo ilusório
Estabelecido na camada real, física, concreta.
Recheada de mentiras e jogada ao esmo.
Assim como levamos nossos atos cotidianos
Pouco observado, porém adquirido ao longo de anos.
Brindo as desgraças que provem da humanidade.
Brindo ao fim que resulta no inicio de outrem...
Ceder espaço.
Sem ter passado
Sem ter futuro
Sem esperanças ou certezas
De que algo de bom ficou
Como legado.
E ao presente que me foi concedido
Eu agradeço
Obrigado morte.
Vem devagar
Deixa-me sentir um pouco mais dessa dor
Deixa-me sofrer
E em ultimas palavras dizer
Tudo é em vão.
Privado.
Passa o dia sem saber por que passar.
Escova os dentes.
Lava o rosto.
Tenta usar o pente
Que esta cansado de saber
Não funciona
Não tem lógica
Escreve poemas e os rasga
Assim, não divide com ninguém o prazer do escrito.
Ignora elogios.
Ignora as pessoas.
Ignora os prazeres alheios.
Segue o mesmo protocolo todos os dias.
E os dias só servem pra que ele espere o próximo.
Até que este próximo
Não exista.
Escova os dentes.
Lava o rosto.
Tenta usar o pente
Que esta cansado de saber
Não funciona
Não tem lógica
Escreve poemas e os rasga
Assim, não divide com ninguém o prazer do escrito.
Ignora elogios.
Ignora as pessoas.
Ignora os prazeres alheios.
Segue o mesmo protocolo todos os dias.
E os dias só servem pra que ele espere o próximo.
Até que este próximo
Não exista.