Antes do fim inevitável gostaria de dividir meu ultimo drink.
E saudar aos meses, aos dias com um brinde a minha morte.
Um brinde ao trajeto inevitável de um menino aprendiz de poeta.
Que vive forte
Em um mundo ilusório
Estabelecido na camada real, física, concreta.
Recheada de mentiras e jogada ao esmo.
Assim como levamos nossos atos cotidianos
Pouco observado, porém adquirido ao longo de anos.
Brindo as desgraças que provem da humanidade.
Brindo ao fim que resulta no inicio de outrem...
Ceder espaço.
Sem ter passado
Sem ter futuro
Sem esperanças ou certezas
De que algo de bom ficou
Como legado.
E ao presente que me foi concedido
Eu agradeço
Obrigado morte.
Vem devagar
Deixa-me sentir um pouco mais dessa dor
Deixa-me sofrer
E em ultimas palavras dizer
Tudo é em vão.
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